Verdes Mares adquire dois novos veículos

A Viação Verdes Mares, que opera no transporte coletivo urbano em São Francisco do Sul e em Araquari, além do transporte intermunicipal de passageiros entre São Francisco do Sul, Araquari, Balneário Barra do Sul, Joinville e Barra Velha adquiriu recentemente duas unidades do modelo Caio Apache Vip IV com chassi Mercedes-Benz OF-1721 BlueTec5 equipadas com ar-condicionado, bagageiro, cinto de segurança, poltronas com estofamento e porta USB.

São as primeiras unidades da marca Caio compradas pela empresa além de uma quebra de jejum de 9 anos sem comprar Mercedes-Benz para o setor intermunicipal (no urbano de São Francisco foi adquirido um exemplar em 2013).

A Verdes Mares acompanha a tendência da empresa Gidion, do mesmo grupo, na compra de carrocerias da marca Caio. Até o final do ano é prevista a aquisição de novos ônibus para o setor rodoviário.

Mudanças na rota da Praiana em Porto Belo

Terminal Rodoviário José Carlos Moreira

A partir de 1 de julho começa a funcionar o novo Terminal Rodoviário de Porto Belo e com isso haverá mudança nas linhas intermunicipais que passam pela cidade. As linhas da Praiana passam a ter o novo terminal como ponto inicial e final de todas as linhas. O terminal fica na Rua João Vanderlino Guerreiro, esquina com a Rua José Alexandre Rocha, no bairro Perequê e não mais no centro do município.

Para não prejudicar os usuários que estavam acostumados a pegar o ônibus no centro, a Praiana vai disponibilizar a partir de domingo, em fase de teste, um ônibus alimentador que irá fazer a conexão entre o antigo ponto de partida e o novo terminal, isso sem custo adicional para o passageiro. “A única exigência que faremos, e que inclusive está prevista no Decreto, é de que os usuários estejam cadastrados em nosso sistema de bilhetagem eletrônica, o cartão Passe Fácil, que será implementado a partir do dia 17 de julho em toda a região”, explica o gerente administrativo da Praiana, Rafael Werner Seára.

Para conferir os horários e as rotas dos ônibus, clique aqui. 

Texto de Elaine Mafra

Fonte: Diarinho

Justiça libera licitação do transporte coletivo em Joinville

A Prefeitura de Joinville tem um ano para lançar a licitação do transporte coletivo, em determinação judicial passível de recurso.

Em decisão publicada na sexta, a 1ª Vara da Fazenda Pública estipulou esse prazo para a concorrência e também reconheceu uma dívida de R$ 125,4 milhões do município com as duas empresas por causa do desequilíbrio do contrato entre 1998 e 2010 (tarifa esteve abaixo do indicado na planilha de custos). O montante, hoje em R$ 173,4 milhões se atualizado pelo INPC desde o final de 2012, deve ser usado no pagamento da outorga no momento da licitação, ou seja, Gidion e Transtusa pode usar o crédito para “pagar” a quantia a ser exigida pela Prefeitura na futura licitação – a cobrança é feita às empresas interessadas em explorar o serviço. Em Curitiba, no início da década, foi adotado modelo semelhante na concorrência (a lembrança do exemplo é da coluna, não da sentença).

A batalha judicial envolvendo o transporte coletivo iniciou em 2010, quando as empresas entraram com ação sobre o desequilíbrio do contrato. Perícia judicial apontou débito de R$ 268 milhões da Prefeitura com as empresas entre 1997 e 2010. No final de 2012, o governo Carlito Merss reconheceu R$ 125,4 milhões desse débito. Como esse valor viria a ser previsto na outorga na licitação, as empresas não protestaram. O governo Udo Döhler não aceitou e passou a rejeitar o acordo, apontando necessidade de aval da Câmara. A metodologia aplicada na perícia da dívida também foi questionada. O contrato, feito sem licitação em 1999, venceu em janeiro de 2014 e foi prorrogado até que saísse a concorrência. Nesse intervalo, em abril de 2015, as empresas conseguiram liminar para suspender as tratativas da concorrência – cuja preparação já estava praticamente paralisada – até que fosse decidido o futuro da dívida. Foi nessa ação que saiu da decisão de agora, com determinação de licitação e reconhecimento parcial da dívida.

Cálculo

O montante de R$ 125,4 milhões, reconhecido em 2012, foi definido com base em recomendação de consultoria. Naquele momento, o débito já estava em R$ 341 milhões (atualização da dívida apurada na perícia). Com redução do valor da remuneração do capital investido e desconto dos juros, o montante caiu.

No edital

Como imaginam que mesmo menor, jamais a Prefeitura terá como reembolsar a quantia, as empresas não devem ver problema em abatimento na concorrência. Afinal, ainda que apareçam concorrentes dispostos a pagar R$ 125,4 milhões à Prefeitura para explorar o sistema pelos próximos anos, o município teria de usar o recurso para pagar as atuais concessionárias.

Não levaram

Na ação do transporte coletivo, em dado momento as empresas de ônibus apresentaram pedido de prorrogação do contrato por mais 15 anos, conforme a alegação da Prefeitura. A solicitação não foi aceita.

Pela planilha

Em outra decisão judicial sobre o transporte coletivo de Joinville, sentença confirmou liminar de 2015 com determinação para a Prefeitura atender à planilha de custos ao definir o valor da passagem do ônibus.

Texto de Jefferson Saavedra

Fonte: Jornal A Notícia