Semana inicia com reajuste na tarifa do transporte coletivo de Gaspar

A partir desta segunda-feira, dia 2 de outubro, os usuários do transporte coletivo de Gaspar vão pagar R$ 0,20 a mais nas passagens de ônibus. O novo valor da tarifa é estipulado em R$ 3,80 e passa a valer no mesmo dia em que a Prefeitura de Gaspar assina o novo contrato emergencial com a empresa Coletivo Caturani. O contrato tem validade de até 180 dias e será encerrado quando a empresa vencedora da licitação da concessão iniciar a operação.

Os encaminhamentos da licitação da concessão estão sendo realizados pela Secretaria da Fazenda e Gestão. “Nosso esforço tem sido constante neste processo. Entendemos que o contrato emergencial é a melhor forma de garantir o serviço que é essencial à nossa comunidade”, disse o secretário da pasta, Carlos Roberto Pereira.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Vale

Tarifa de ônibus em Tubarão vai para R$ 4 neste domingo

Reajuste compensa congelamentos anteriores

Passageiros de ônibus de Tubarão, em Santa Cataria, devem se preparar. A partir deste domingo, 10, a tarifa das linhas municipais sobe para R$ 4,00.

De acordo com nota divulgada pela prefeitura, o secretário municipal de Urbanismo, Mobilidade e Planejamento, Alexandre Moraes, diz que todos os anos a tarifa tem um reajuste, porém, em Tubarão o valor estava defasado. Nos anos de 2012 e 2013 não ocorreu o reajuste anual, assim corrigimos o valor e atualizamos conforme o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ficando em R$ 4,04.

O prefeito Joares optou em deixar quatro reais”, explica. “Não tivemos alternativa. As empresas solicitaram, sob pena de inviabilizar o sistema, ou seja, a população ficaria sem o serviço de transporte coletivo”, ressalta.

Na região, a tarifa de Laguna teve aumento de 9% no último dia 1º, quando passou de R$ 3,20 para R$ 3,60.

Texto de Adamo Bazani

Fonte: Diário do Transporte

Com novo sistema de transporte, São José ganhará dois terminais e tarifa unificada

Uma tarifa única de transporte coletivo para quem circular apenas dentro da cidade. Dois terminais municipais, além de ligação por BRT (Ônibus Rápidos) com as principais cidades da região. São José será uma das maiores beneficiadas pela implantação da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano. Não apenas pela sua posição estratégica em relação aos demais municípios, mas por possuir, também, a maior população em deslocamento, internamente e com destino à Capital. A meta do governo do Estado, por meio da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana), e em parceria com a prefeitura, é elevar o interesse da população pelo transporte coletivo.

O novo sistema ainda está em discussão, mas deve começar a ser implantado em 2018, contanto inclusive com PPPs (Parcerias Públicos Privadas) para as obras de maior parte, como as linhas exclusivas de BRT. O diretor técnico da Suderf, Célio Sztoltz, explica que uma pesquisa, denominada “origem-destino”, de 2014, apontou as preferências dos moradores quanto aos deslocamentos, envolvendo rotas, horários e veículos. Mais de 14 mil habitantes informaram os roteiros utilizados. O resultado foi a construção de uma ampla rede, que atende inclusive os bairros mais afastados. “Isso foi importante, porque linha nova é aposta, precisa saber se terá usuários, retorno e se vão usar mesmo”, diz.

A secretária de Segurança, Defesa Social e Trânsito de São José, Andréa Pacheco, acredita que o novo sistema trará benefícios para a toda a população e defende a participação da comunidade nessa parte da implantação do sistema, que ainda contará cm a exposição das linhas na internet. A parte mais difícil, segundo ela, é conseguir os recursos necessários para as obras. “É necessário, não há como fugir disso, só não dá para ser de um dia para o outro. O Estado reclama da saúde, o município possui suas deficiências. Será preciso uma cooperação da região e do conjunto dos municípios envolvidos”, avalia.

Quem está acompanhando as audiências públicas promovidas pela Suderf tem apoiado as mudanças. Para o vereador Caê Martins (PSD), o projeto ajudará os moradores a não ficarem tão dependentes da Capital. “Percebo que vem amadurecendo muito, o sistema do transporte é complexo e me agrada muito essa integração. O cidadão terá qualidade de serviço, bom preço e beneficia quem está no interior também”, diz.

O vereador Nardi Arruda (PSD) aposta na melhoria da mobilidade urbana. “Para São José é importante o desenvolvimento como um todo. Vejo que as áreas foram divididas em patamares, só minha única dúvida é quanto a autonomia do município nas linhas da cidade, envolvendo fiscalização”, comenta.

Redução no número de linhas

No diagnóstico do transporte público da Grande Florianópolis, feito através do projeto da Rede Integrada de Transporte Coletivo Metropolitano, foi constatado que, em São José, há linhas demais, em trechos não tão movimentados. Além disso, apenas 14% das viagens atuais são feitas em linhas municipais. Célio Sztoltz aponta a falta de planejamento urbano e o crescimento desenfreado e sem planejamento como responsáveis pelo “zigue-zague”, dos ônibus que hoje fazem inúmeras vezes a mesma rota. “É importante buscar o equilíbrio entre tarifa e frota. Reduzir as linhas é otimizar e dar eficiência, aumentando as opções de deslocamentos, diminuindo custos”, comenta.

No sistema atual há 403 veículos, 283 linhas, 220 tipos de serviço como passagens e destinos integrados para 150 mil passageiros. A integração propõe uma redução para 370 frotas, 160 linhas e aumenta os serviços para 370. Além disso, o projeto quer trazer um mix de veículos, seguindo os parâmetros de cada localidade. Nos trechos onde há menos usuários, a intenção é colocar micro-ônibus, modelo de van.

Foco no usuário

Com a Rede Integrada Metropolitana, o usuário poderá trocar de veículo para chegar a uma cidade da região sem pagar novas passagens cheias, ou seja, pagará apenas o complemento de tarifa dependendo do destino. Pelo valor de R$ 9,00, por exemplo, consegue sair do terminal previsto para Biguaçu e ir até o bairro da Pinheira, em Palhoça, sem precisar entrar na Capital.

Para o superintendente de Desenvolvimento da Região Metropolitana, Cassio Taniguchi, o projeto atenderá a todos os tipos de usuários. Desde aquele que mora no interior, até aquele que hoje paga duas passagens para chegar no seu destino. A maior parte do investimento será feita pelo governo do Estado. “Os investimentos na infraestrutura foram separadas da tarifa. Grande parte está sob responsabilidade do Estado, como a duplicação da Via-Expressa, os terminais, estações”, descreve.

Segundo Taniguchi, o projeto final de engenharia para duplicar a Via Expressa já está pronto e será lançado em breve. “É uma obra mais complicada e estamos prevendo para 2019, caso licitarmos tudo esse ano. A nossa expectativa é se tudo ocorrer bem, sem revolta de prefeitos, é termos condições de implantarmos rápido. Em todas as nossas apresentações o cliente principal são passageiros e não os políticos. Se queremos beneficiar a população vamos parar com discussões bestas e vamos implantar logo o sistema”, pontua.

Texto de Brunela Maria

Fonte: ND Online

Após reforma, Terminal Rita Maria, em Florianópolis, continua mal iluminado e subutilizado

O espaço recebeu reforma, mas continua com problemas. Foto: Marco Santiago / ND

Quem viveu a Florianópolis dos anos 1980 e 1990, quando o advento dos shoppings ainda era novidade na região, certamente vestiu alguma peça de roupa vinda da Central da Moda, que ficava no segundo piso do Terminal Rodoviário Rita Maria. Aliás, o local era muito frequentado na cidade. Era ali que o Papai Noel chegava todos os anos, que escolas da região iam para assistir apresentações de danças, ou o festival da Primavera. Muito antes, no século 18, os marítimos que aportaram, na época da chamada Praia da Feira, possivelmente foram servidos pela própria Rita, conhecedora dos segredos dos chás, das rezas e benzeduras. Atualmente, o terminal que ainda é a porta de entrada da cidade para muita gente —que no nome homenageia a mulher negra descendente de escravos que viveu naquele local— está mais próximo de um castelo abandonado.

A reforma recente do único terminal rodoviário ainda administrado pelo Estado em Santa Catarina, inaugurada em julho deste ano pelo governador Raimundo Colombo (PSD) ao custo de R$ 12,9 milhões, não deu conta de devolver ao equipamento público a mesma identidade que ele tinha com a cidade em 7 de setembro de 1981, quando foi inaugurado com um show da Fafa de Belém e um bolo gigante oferecido à população.

“Quem se lembra de como era isso aqui, bate até uma tristeza. Era o shopping da cidade”, conta um dos poucos comerciantes que ainda restam no terminal apontando mais da metade das lâmpadas, ou bocais onde deveriam ter lâmpadas, sem iluminação. Na área de desembarque, por exemplo, das quatro lâmpadas apenas duas funcionam. O trajeto entre o embarque e desembarque depois das 22h pode ser um desafio enorme para uma pessoa de baixa visão.

“Quando passei por aqui, há uns 15 anos, era um lugar muito acolhedor. Lembro-me de ter almoçado em um restaurante lá em cima, tinha muito movimento. É uma pena ver assim tão abandonada. É um espaço muito bom para atividades culturais, seria um ótimo cartão de visita da cidade”, contou o professor de medicina oriental José Luiz Azevedo, 53, que na madrugada de sexta faria o trajeto de Florianópolis x Porto Alegre a partir do Rita Maria.

Em média circulam pelo local sete mil passageiros por dia e, na alta temporada, cerca 15 mil. O fluxo diário é de 450 ônibus de 25 empresas nacionais e internacionais que utilizam o terminal.

O amontoado de pessoas numa das colunas próxima do desembarque chama a atenção à primeira vista. Mas basta olhar atentamente para perceber que ali é o único lugar com tomadas elétricas para os usuários. Quem chega ou parte de viagem, precisa esperar um dos quatro espaços disponíveis desocupar e conseguir, por exemplo, recarregar um celular ou ligar um notebook.

No piso superior, onde funciona a administração, a fiação está exposta e o hidrante, que seria utilizado em caso de incêndio, está com a mangueira cortada e desinstalada. Os dois elevadores para deficientes instalados recentemente, que levam ao piso onde nada funciona para o público, iniciam processo de deterioração antes mesmo de serem usados. Apenas um banheiro funciona e o aviso de que há chuveiros não pode ser confirmado.

A falta de segurança no local é uma das principais queixas dos comerciantes. Apesar de ter um posto da PM anexo ao prédio, policiais nunca são vistos no saguão do terminal. A Polícia Civil funciona apenas em horário comercial. “Os passageiros que precisam fazer boletim de ocorrência por perda de documento ou com crianças sem registro tem que se deslocar até a Osmar Cunha. Muitas vezes perdem o ônibus por causa disso”, confessa o taxista que também reclama do preço do cafezinho, “R$ 5 o copo pequeno do café preto”, e dos motoristas da Uber e de veículos não cadastrados que buscam passageiros dentro do saguão sem nenhuma resistência da administração.

Outro problema relatado por usuários e comerciantes no local é o antigo problema da falta de carrinhos. Segundo um dos entrevistados que não quis se identificar, existe um complô entre diversos personagens, da fiscalização ao comércio, para fazer com que faltem carrinhos para o transporte de malas. Com isso, os passageiros ficam obrigados a pagar pelo serviço que é ofertado por uma pessoa que usa carrinho próprio para isso.

Embrião de cidade inteligente

Projetado em 1976 pelos arquitetos uruguaios Enrique Hugo Brena e Yamandu Carlevaro, o Terminal Rodoviário de Florianópolis foi um marco da arquitetura da cidade e, ao lado dos prédios da Eletrosul e Assembleia Legislativa, serviu como “âncora” para demais ocupações institucionais. Foi o primeiro grande edifício a ocupar o aterro da Baía Sul, uma espécie de embrião de cidade ideal para a época. O projeto original, com 16 banheiros, soluções de fluxos e divisão por setores, como embarque e desembarque, mostram a expectativa dos projetistas sobre o uso do prédio.

No entanto, o crescimento da cidade não se deu da forma imaginada. O próprio projeto de urbanização do aterro nunca saiu do papel. Os carros se multiplicam de forma vertiginosa. Os preços das passagens de avião para capitais como Porto Alegre, São Paulo e Curitiba, são muito mais baratos que há 20 anos. E os shoppings centers, hoje, atraem mais a atenção do público que o antigo terminal. Em novos projetos de mobilidade, como os que envolvem a adoção de monotrilhos, o Rita Maria passaria por requalificação de uso e seria integrado ao transporte urbano também.

Números do Terminal Rita Maria

– Área: 15.718 metros quadrados

– Fluxo médio de 450 ônibus por dia

– 25 empresas nacionais e internacionais de transporte de passageiros

Segunda etapa prevê órgãos públicos no prédio

A reforma que iniciou para conter as goteiras no telhado e entregue em julho deste ano, depois de trocar também o piso e a camada asfáltica da pista, não passou no primeiro teste. A demanda remonta o ano de 2013, quando o Ministério Público de Santa Catarina chegou a pedir a interdição da rodoviária em função da quantidade de goteiras.

Com a experiência de dois mandatos de vereador consecutivo e dois de prefeito em São Bonifácio, Laurino Peters assumiu em junho deste ano como gerente do terminal com a missão de administrar uma das portas de entrada da cidade.

“Eu sempre digo que as pequenas coisas precisam ser resolvidas primeiro”, afirmou. Segundo Peters, agora, após a reforma do telhado e do piso, a administração deve iniciar uma nova instalação elétrica provisória até a licitação da prometida iluminação de led. “É uma obra que não é fácil de ser feita, por isso vamos tomar como medida provisória novas instalações elétricas até que possamos fazer uma rede totalmente nova e desativar esta antiga”, disse.

Peters informou ainda que o mezanino, também conhecido como segundo piso do terminal, deve receber órgão públicos, uma iniciativa para aumentar o fluxo de pessoas no local.

Sobre os equipamentos de segurança danificados, como um hidrômetro flagrado pela reportagem, o gerente informou que serão trocados ainda este mês. Já as denúncias de falta de carrinhos ou de que funcionários estariam escondendo os equipamentos o gerente rebate e diz que há carrinhos suficientes para os passageiros: “Inclusive temos material em estoque e sempre que é preciso fazemos a reposição”.

Texto de Fábio Bispo.

Fonte: ND Online

Ônibus que levava alunos para a Univali é incendiado por bandidos

Alguns alunos da Univali de Itajaí passaram por momentos de tensão na noite desta sexta-feira, 1° de setembro. Por volta das 19h, seis bandidos abordaram um ônibus nas proximidades da universidade e renderam o motorista e os alunos. Num primeiro momento, todos acreditaram se tratar de um assalto. Em seguida, porém, os criminosos jogaram gasolina na porta do ônibus e atearam fogo.

Para escapar do incêndio, os alunos tiveram que pular das janelas do ônibus. Pelo menos um estudante se feriu e foi levado ao hospital com ferimentos leves.

O ônibus abordado pelos criminosos transportava alunos de São João Batista. Nele, estavam mais de 40 estudantes. Em nota, o prefeito de São João Batista afirmou que está tomando as devidas providências.

Gaspar

Diversas pessoas de Gaspar fazem parte do quadro de estudantes da Univali de Itajaí. A empresa ACD Transportes, que leva parte desses alunos para a faculdade, não concluiu o trajeto nesta sexta e voltou para Gaspar quando soube do atentado ao ônibus de São João Batista.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Vale

Justiça congela bens da Coletivo Itajaí até que créditos sejam ressarcidos aos passageiros

A juíza Sônia Moroso Terres, responsável pela Vara da Fazenda Pública de Itajaí, determinou nesta quinta-feira que a Coletivo Itajaí, ex-concessionária de transporte coletivo na cidade, responda em até cinco dias quem são os usuários que têm dinheiro retido no cartão SIM e o quanto é devido a cada um. A empresa tem 15 dias para ressarcir o que é devido, que nos cálculos da prefeitura chega a R$ 1 milhão.

A Justiça decretou a indisponibilidade de bens da empresa, e caso ela não tenha dinheiro suficiente para devolver os créditos, está autorizada a retirada de veículos e imóveis para ajudar a pagar a conta.

A decisão também anula o artigo do decreto de 2007, que instituiu a bilhetagem eletrônica, que determinava prazo de validade de um ano para os créditos. Desta forma, o ressarcimento será retroativo a cinco anos — até 2012.

A ação que resultou na decisão judicial foi movida pelo Procon de Itajaí na semana passada. A Coletivo Itajaí deixou o serviço no dia 31 de julho, quando o contrato com o município foi cancelado. Desde então o serviço está sob responsabilidade da empresa Transpiedade.

Texto de Dagmara Spautz.

Fonte: O Sol Diário

Vereadores debatem melhorias para o transporte entre o Belchior e Blumenau

Foto: Jornal Cruzeiro do Vale

Os vereadores se reuniram, na tarde de quarta-feira, dia 16, com o gerente da Auto Viação Rainha, Célio Roberto Hostin, a fim de debater a situação do transporte intermunicipal entre o Distrito do Belchior e Blumenau, na sede da Câmara. Uma das principais reivindicações foi a oferta de mais horários para essa linha de ônibus.

Para atender esta solicitação, Hostins pediu um levantamento dos usuários interessados na mudança. Segundo ele, para manter cada horário, é preciso haver no mínimo 20 passageiros. Propositora do encontro, a vereadora Franciele Back (PSDB) se comprometeu em apresentar o documento à direção da empresa de transporte e agendar uma reunião com o prefeito Kleber Wan-Dall para falar sobre o assunto junto com Hostins.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Vale

Moto e ônibus colidem em Gaspar

Uma colisão envolvendo uma motocicleta de Blumenau e um ônibus de estudantes de Gaspar deixou um homem ferido. O acidente aconteceu na Avenida das Comunidades às 17h30min de quarta-feira, 9 de agosto.

Segundo informações, o ônibus seguia da Avenida das Comunidades sentido Rua São Pedro e a motocicleta sentido Blumenau. O acidente aconteceu no momento em que o ônibus entrou na Rua São Pedro. A moto colidiu na lateral do ônibus e o motociclista Vanderlei da Silva, de 46 anos, teve suspeita de lesão no quadril. Ele foi atendido pelo Corpo de Bombeiros de Gaspar e encaminhado ao Hospital Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Foto: Cruzeiro do Vale

De acordo com o motorista do ônibus, Aristides Lemos de Barros, um agente da Diretoria de Trânsito estava no local e mandou que ele seguisse, sem obedecer o sinal amarelo indicado na sinaleira. “O guarda da Ditran fez sinal para eu passar. Eu dei uma segurada e fui. Quando já estava na metade do caminho vi que o outro sinal abriu e a moto veio”, conta.

Apesar do susto, o motorista e as crianças que estavam no ônibus não se feriram.

Fonte: Cruzeiro do Vale

Itajaí tem nova empresa de transporte coletivo

Um novo cenário do transporte público começa a surgir em Itajaí. A partir deste primeiro dia de agosto, a Empresa de Transportes Coletivo Itajaí Ltda. não é mais concessionária do serviço no município. Um contrato emergencial foi assinado com a empresa Transpiedade Transportes Coletivos. Ela assumirá as atividades até a conclusão do processo licitatório para contratação da nova e definitiva concessionária. A empresa iniciou as atividades e praticará o mesmo valor tarifário já existente.

Foto: Prefeitura de Itajaí

“Vamos oferecer à população de Itajaí o transporte público que ela merece. Um sistema inédito, eficiente e moderno será desenvolvido e deve ser concluído no próximo ano. Agora, demos o primeiro passo. Assinamos um contrato emergencial e estamos confiantes que esta nova empresa atenderá aos anseios da comunidade”, assegura o prefeito Volnei Morastoni.

A Transpiedade é uma empresa de Campo Largo/PR. Os trabalhos iniciarão com 18 veículos, sendo todos com acessibilidade. Ao todo, 35 ônibus virão para Itajaí para cumprir o contrato emergencial, sendo dez deles zero quilômetro.

Os veículos também estão adaptados às novas tecnologias: todos contam com monitoramento por GPS, sendo possível acompanhar a rota dos veículos, e 85% oferecem sistema wi-fi gratuitamente aos usuários. Outro diferencial é o reconhecimento facial para usuários cadastrados.

De acordo com o prefeito, a mudança de empresa prevê uma renovação de todo o sistema de transporte, uma vez que o atual modelo se mostra insustentável e pouco atrativo ao usuário. A primeira medida foi reestruturar as linhas e rotas. Toda a cidade será atendida com 18 destinos em quase 200 horários.

No período de 1º a 20 de agosto, até que a frota completa da Transpiedade esteja na cidade, o sistema poderá contar com o suporte dos veículos do plano emergencial, realizado em maio e julho deste ano. Será necessária autorização junto ao município para se cumprir uma rota específica.

“Ninguém ficará desassistido e não vamos medir esforços para que essa transição seja um sucesso. É um momento de celebração para todos que por muito tempo aguardaram um novo serviço de transporte em Itajaí”, avalia Volnei.

O Município de Itajaí esclarece que, para garantir a segurança jurídica e operacional da transição, as negociações foram mantidas em sigilo até o momento.

Para assegurar que nenhum usuário seja prejudicado, excepcionalmente neste primeiro dia de operação todas as formas de pagamento até então aceitas pela ex-concessionária também serão aceitas pela Transpiedade. Basta ter em mãos o Cartão SIM.

Foto: Prefeitura de Itajaí

Embarque

Os primeiros ônibus da Transpiedade saíram às 4h desta terça-feira para cumprir as linhas que começam já na madrugada. Os veículos são amarelos e a partir de amanhã (02) o pagamento da viagem deve ser feito em dinheiro ao motorista na hora do embarque.

Por conta da mudança de sistemas de bilhetagem eletrônica entre as empresas, o Município de Itajaí notificou a ex-concessionária para que, no prazo de 24 horas, apresente relatório individualizado dos créditos existentes nos cartões eletrônicos. A administração municipal busca garantir o ressarcimento dos créditos não utilizados até 31 de julho de 2017.

De 2 a 14 de agosto, os pagamentos deverão ser efetuados em dinheiro pelos mesmos valores já praticados: R$ 4,00 e R$ 2,00 para estudantes. Este período é necessário para que a empresa possa disponibilizar a venda de passes ou a bilhetagem eletrônica – o que poderá ocorrer num prazo menor do que previsto. O valor antecipado também será mantido: R$ 3,63.

O contrato emergencial garante a isenção do pagamento de passagem àqueles que se enquadram no atendimento prioritário (idosos, gestantes, lactantes, pessoas acompanhadas por crianças de colo e pessoas portadoras de deficiência física).

Encerramento do contrato

Descumprimento de linhas e horários, frota antiga e perda das condições econômicas – que levou os funcionários a paralisarem as atividades por duas vezes este ano -, estão entre os motivos que respaldam o encerramento do contrato. A Empresa de Transportes Coletivo Itajaí esteve à frente dos serviços no município por 53 anos.

“Tomamos uma decisão corajosa após inúmeras reuniões e negociações. Temos o respaldo jurídico, mas assegurar o atendimento à população foi nosso grande desafio. Continuaremos trabalhando incansavelmente para que Itajaí se torne a cidade que todos sonhamos”, aponta o prefeito Volnei.

A extinção do contrato de concessão pelo descumprimento de obrigações legais ou contratuais pelo concessionário foi feita em comum acordo com a empresa.

Licitação

O processo licitatório será participativo. Audiências públicas para ouvir a comunidade, discussões com a Câmara de Vereadores e um estudo técnico de mobilidade urbana para diagnosticar o melhor modelo de transporte para Itajaí. Estes três pilares nortearão o andamento das atividades que visam garantir o acesso da população a um transporte público de excelência e com o melhor custo-benefício.

Confira as linhas

182 – Terminal Fazenda / Boa Vista / São Roque

901 – Terminal Ressacada / Av. Itaipava / Km 12 / Baía / Paciência

905 – Terminal Ressacada / Lot. São Pedro / Av. Itaipava / Km 12 / Baía / Paciência / Arraial dos Cunha / Brilhante / Limoeiro

907 – Itaipava / Campeche / Contorno Sul

806 – Santa Regina / Portal II

804 – São Roque / Boa Vista / Laranjeira

803 – Espinheirinho de Cima / Horto / Portal II / Santa Regina

738 – Portal I / Espinheirinhos

736 – Murta / Salseiros

721 – Terminal Fazenda / Terminal Cordeiros / Odílio Garcia / Costa Cavalcanti / Votorantim / Jardim Esperança

715 – Terminal Fazenda / Imaruí / Terminal Cordeiros

626 – Terminal Fazenda / Rua Blumenau / TERRI / Estefano José Vanolli / Bambuzal / Rio Bonito / TERRI

625 – Terminal Fazenda / Rua Silva / TERRI / Estefano José Vanolli / Rio Bonito / Bambuzal

335 – Terminal Fazenda / Rua Silva / São João / Campos Novos / Nilo Bittencourt / Promorar / TERRI / Estefano José Vanolli

332 – Rio Pequeno / Rua Brusque / Promorar

111 – Terminal Ressacada – Rua José Gall – Rua Brusque – Terminal Fazenda

6025 – Terminal Fazenda / Praia Brava / Cabeçudas

702 – Corujão / Costa Cavalcanti / São Vicente / TERRI / Cidade Nova / Contorno Sul

Fonte: Prefeitura de Itajaí

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